Ceará

Petrobras vai desinvestir de concessões na Fazenda Belém

O campo de petróleo Fazenda Belém, no Ceará, foi incluído pela Petrobras entre os cinco conjuntos de campos terrestres que serão apresentados à iniciativa privada. A estatal iniciou a etapa de divulgação das oportunidades (teasers) referentes à cessão da totalidade de seus direitos de exploração, desenvolvimento e produção em campos no Ceará, Rio Grande do Norte e Sergipe. São 19 concessões, sendo 2 do Polo Fazenda Belém (Fazenda Belém e Icapuí), 7 no Rio Grande do Norte e 10 em Sergipe. 

Segundo dados da Petrobras, o Polo Fazenda Belém registrou, em 2016, uma produção média de 1.549 barris de óleo por dia, e uma produção média de gás de 1,24 mil m³ por dia. Em 2016, o Polo Fazenda Belém registrava 4,1 milhões de barris de petróleo equivalentes (boe). Considerando os cinco campos apresentados pela Petrobras, a parcela da estatal na produção média de petróleo e gás natural, no ano de 2016, foi de 17,4 mil barris de óleo equivalente por dia. 

Crítica 
Para Jorge Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo (Sindipetro) no Ceará e Piauí, não faz sentido abrir mão dos campos em questão uma vez que a estatal tem capacidade para explorá-los de forma viável. "A gente tem tecnologia, temos o campo, e agora querem entregar para os estrangeiros. Se você tem o petróleo e não tem recursos para explorá-lo, até faz sentido fazer uma parceria, mas a Petrobras tem toda a tecnologia para isso". 

Segundo Oliveira, o campo Fazenda Belém, que já contou com mais de 150 funcionários próprios, hoje tem menos de 20, por conta do desinteresse da estatal. "A gente não concorda com essa decisão. A Petrobras, que era uma empresa voltada para o desenvolvimento do Brasil, vai ser uma empresa para dar lucro aos seus acionistas", diz. 

Seleção
Localizada na Bacia Potiguar, o Polo Fazenda Belém se estende pelos municípios de Icapuí, Aracati e Jaguaruana. Os critérios para a seleção de participantes, estão disponíveis no site da Petrobras. A divulgação ao mercado está em consonância com a sistemática para desinvestimentos da Petrobras, revisada e aprovada pela Diretoria Executiva da companhia e está alinhada às orientações do Tribunal de Contas da União (TCU).

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