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Câmara rejeita nova denúncia contra Michel Temer e ministros; veja como se posicionaram os deputados cearenses

O Plenário da Câmara dos Deputados atingiu o número mínimo de votos para rejeitar o pedido de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o presidente da República, Michel Temer, e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco(Secretaria-Geral). Ao fim da votação, foram 251 votos pró-Temer e 233 contra. Houve ainda duas abstenções e 25 ausências.

A rejeição vai ao encontro do parecer de relatório do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG),  aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ)por 39 votos contra 26.  Apesar de os governistas terem levado oito horas para reunir o número mínimo de deputados para abrir a sessão, o resultado repete o desfecho da análise da primeira denúncia da Procuradoria-Geral da República, em agosto, que foi barrada por 263 votos a 227.

Os dois casos ficam congelados e só voltam a tramitar após o fim do mandato de Temer, em janeiro de 2019. O resultado final dessa terça encerra o conturbado momento político iniciado em maio de 2017 com a divulgação do áudio da conversa entre Temer e o empresário Joesley Batista.

Como foi a sessão
Após a confirmação da presença de 51 deputados, a sessão foi aberta por volta das 9h, horário de Brasília, mas prolongou-se por cerca de oito horas até o início da votação. A oposição demorou a marcar presença na sessão plenária com a intenção de adiar o início da votação.

O líder da minoria, deputado José Guimarães (PT-CE), comemorou a estratégia. Segundo ele, o adiamento da votação mostra a união dos partidos contrários ao governo Michel Temer. Ele adiantou, no entanto, que a oposição talvez não teria os 342 votos necessários para que Temer e os ministros Eliseu Padilha) e Moreira Franco sejam julgados pelo Supremo. “Os partidos de esquerda e progressistas saem hoje vitoriosos. É claro, é uma batalha, mas construímos um processo importante”, disse Guimarães.

Já na fase de encaminhamentos da votação, aberta por volta das 17h, governo e oposição fizeram referência a um cenário de “teatro de absurdos”. Para o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), vice-líder do governo, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot acusou Temer sem provas, para controlar a própria sucessão – a atual PGR, Raquel Dodge, não é alinhada com Janot. “Vamos encerrar esse teatro do absurdo desta denúncia inepta, que não possui uma única prova cabal a atingir o presidente”, disse.

Com o impedimento da autorização, caberá ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia comunicar ao STF o resultado da votação e a impossibilidade de abrir investigação contra o presidente.

Em 2 de agosto, o Plenário rejeitou, por 263 votos a 227 e 2 abstenções, a primeira denúncia da Procuradoria Geral da República contra Michel Temer, por crime de corrupção passiva.

Veja como votaram os deputados cearenses

Contra Temer
André Figueiredo (PDT)
Ariosto Holanda (PDT)
Cabo Sabino (PR)
Chico Lopes (PCdoB)
José Airton (PT)
José Guimarães (PT)
Leônidas Cristino (PDT)
Luizianne Lins (PT)
Odorico Monteiro (PSB)
Vicente Arruda (PDT)
Vitor Valim (PMDB)

A favor de Temer
Aníbal Gomes (PMDB)
Danilo Forte (PSB)
Domingos Neto (PSD)
Genecias Noronha (PSD)
Gorete Pereira (PR)
Macedo (PP)
Moses Rodrigues (PMDB)
Raimundo Matos (PSDB)
Ronaldo Martins (PRB)
Vaidon Oliveira (PROS)

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