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Brasil, China e Índia cobram recursos de países ricos para mudança climática

O Brasil, a China, Índia e a África do Sul cobraram nesta quarta-feira (15) dos países desenvolvidos apoio financeiro e tecnológico para a luta contra a mudança climática, em linha com o Acordo de Paris de 2015.

Os quatro países, que integram a aliança Basic, fizeram a cobrança em entrevista coletiva em Bonn, na Alemanha, onde está sendo realizada a Cúpula do Clima deste ano (COP23), na qual os participantes tentam formalizar o acordo negociado há 2 anos.

O negociador-chefe da China para Mudança Climática, Xie Zhenhua, lembrou que na cúpula de Paris foi pactuado que os países desenvolvidos seriam os primeiros a começar a reduzir as suas emissões poluentes e que se encarregariam de repassar ao Fundo Verde para o Clima US$ 100 bilhões anuais previstos para enfrentar os prejuízos causados pelo aquecimento global.

O ministro brasileiro do Meio Ambiente, Sarney Filho, advertiu que a questão do financiamento é essencial e que as “tentativas para mudar as regras” dos fundos de adaptação seriam “um desvio do espírito de Paris” e equivalente a tentar “reescrever” o acordo.

Para o ministro, se estas tentativas se consumarem, prejudicarão os plano de países em desenvolvimento de intensificar progressivamente a redução de suas emissões.

Sarney Filho acrescentou que os países do Basic estão muito concentrados na “necessidade de progressos reais na implementação de Paris” em Bonn e desejam um “texto claro e funcional” ao final dessa cúpula, na sexta-feira (17).

“Não temos tempo a perder. Quando maior for o progresso, mais cedo poderemos nos colocar em andamento para conseguir os objetivos de Paris “, argumentou.

Já o ministro de Meio Ambiente, Florestas e Mudança Climática da Índia, Harsh Vardhan, ressaltou que as economias desenvolvidas devem “apoiar financeira e tecnologicamente” as economias em desenvolvimento e apontou que é necessário manter a “diferenciação” entre países para a “justiça climática”.

A ministra sul-africana de Assuntos Ambientais, Edna Molewa, pediu progressos na estruturação do Fundo Verde e também “previsibilidade” para o futuro, para que os países que beneficiados possam se planejar.
(Agência Brasil)

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