Ceará

Ciopaer se prepara para receber novas aeronaves no próximo ano


Um dos novos equipamentos circula em fase de testes na Alemanha. Recentemente, o governador do Estado, Camilo Santana, divulgou imagens da aeronave Fênix 08, já com nova adesivagem da Polícia do Ceará. Com a chegada das duas recém adquiridas, a frota da Ciopaer passa a ser de nove aeronaves, sendo oito helicópteros e um avião.

Segundo o tenente-coronel Marcus Costa, responsável pela comunicação da Coordenadoria, a Fênix 08 é do modelo H135. A aeronave deve chegar ao Estado e estar pronta para uso antes do fim do primeiro semestre de 2018. Já o segundo helicóptero deve ser entregue em novembro de 2018.

Tecnologia
Costa destaca que o novo modelo traz novidades que irão ajudar em diversos tipos de missões da Ciopaer. A aeronave, adquirida pelo Estado por meio de financiamento com um banco alemão, tem novo motor, melhor aviônica e um eficiente parâmetro de velocidade, o que, conforme o tenente-coronel, deve auxiliar a aproximação do equipamento nos casos de resgates de vítimas.

"Essas novas aeronaves são mais caras, mas elas servem muito mais à população. Elas proporcionam uma resposta mais rápida e mais segura para nós também. Nelas há equipamentos especiais como farol de busca, guincho elétrico, biturbina, capacidade de voo por instrumentos e condições para as multimissões, ou seja, podem executar operações policiais, resgates, salvamentos e UTI aérea", adicionou Marcus Costa.

Ainda segundo o oficial, as aquisições vão fazer com que a frota de aeronaves com biturbina seja ampliada. Outra novidade é que os helicópteros de modelo H135 têm piloto automático de quatro eixos. Costa explica que, atualmente, a Ciopaer só opera com máquinas de três eixos. Com mais esse eixo é possível estabilizar o veículo, mesmo em situações críticas, como a de resgate de pessoas no alto mar que normalmente tem a presença de fortes ventos.

"O trabalho do piloto é facilitado com relação a manter o equipamento no mesmo ponto. Com a biturbina nós conseguimos ir para mar adentro. A capacidade do guincho é três vezes maior do que as outras, assim, é possível tirar duas vítimas da água sem nenhum problema", acrescentou o oficial da Ciopaer.

Nesse sábado (18), uma equipe formada por quatro pilotos da Ciopaer viajou até a Alemanha para acompanhar os testes da Fênix 08. Os servidores devem permanecer no país durante 20 dias para também serem submetidos a um curso teórico. Os pilotos escolhidos para a viagem são instrutores e serão responsáveis por repassar os ensinamentos aos demais pilotos da Ciopaer.
Além de atuar em resgates e missões policiais na Capital, as equipes da Ciopaer têm desenvolvido cada vez mais trabalhos no Interior do Estado. É comum que as aeronaves sejam utilizadas em operações das polícias Civil e Militar em municípios da RMF e Interior. De acordo com um levantamento feito pela Coordenadoria por meio de uma pesquisa de campo nos destacamentos do Interior, 97% dos servidores se sentem mais seguros quando há equipamento da Ciopaer presente.

O tenente-coronel Marcus Costa disse que os policiais se sentem mais protegidos e com mais condições para ação quando sabem que há equipe aérea. A amplitude do campo de visão faz com que as autoridades concluam que não serão surpreendidas por criminosos mais à frente durante as diligências.

"Sabem que se houver confronto, terá apoio imediato. Outro ponto é que uma aeronave consegue cobrir vários distritos. Um helicóptero consegue cobrir uma área equivalente a de 22 viaturas terrestres. E se houver algum policial ferido, a aeronave vai conseguir fazer uma rápida e eficiente resgate", disse o tenente-coronel.

Histórico
O policiamento aéreo teve início no Ceará no ano de 1995. Na data, a atuação era exclusiva da Polícia Militar. Seis anos depois, em 2001, houve a primeira grande mudança. O Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil passaram e integrar a equipe e houve a compra de mais três helicópteros. Em 2007 o até então Centro, virou Coordenadoria.

A partir dessa data a Ciopaer recebeu uma identidade visual, a mesma utilizada até hoje. No mesmo ano foram comprados mais equipamentos. Atualmente, a Coordenadoria é composta por quatro quadros funcionais, são eles: mecânicos, apoio solo, pilotos e tripulação. Hoje, o quadro de pilotos é composto por 30 profissionais. Além de Fortaleza, há bases em Sobral e Juazeiro do Norte. No segundo semestre de 2018 está previsto uma nova base em Quixadá.

963 missões no 1º semestre de 2017
A Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) realizou no primeiro semestre deste ano, 963 missões. O número é 15,7% maior quando comparado a igual período do ano anterior. Segundo levantamento estatístico da Coordenadoria, de janeiro a julho de 2016, foram cumpridas 832 missões.

Neste ano, foram 19 atendimentos em acidentes automobilísticos, 24 resgates de pessoas que estavam se afogando, 150 apoio em operações policiais, 22 buscas e localização de pessoas perdidas e 56 remoções aeromédicas. O restante das missões é de tipologia não especificada pela Ciopaer.

O aumento do apoio nas operações policiais se destaca. No primeiro semestre de 2016, as aeronaves estiveram 94 vezes presentes quando se tratou de uma missão envolvendo agentes da Segurança Pública. Assim, em igual período deste ano, o valor aumentou em, aproximadamente, 60%.

Segundo o tenente-coronel Marcus Costa, a estatística de uso das aeronaves varia diariamente. Há dias em que o número de acionamentos chega a cinco. Em outras ocasiões, a Ciopaer se volta aos patrulhamentos em corredores determinados: "dar sensação de segurança para a população é um dos nossos principais objetivos", disse.

Há cinco anos atuando na Coordenadoria, a tenente PM Lívia Marinho, única piloto mulher servidora do Estado, conta já ter participado de muitas missões. Para ela, a evolução da Ciopaer é visível. Como profissional, a tenente destaca o desenvolvimento de outras atividades.

"Antes se restringia muito às operações policiais, hoje fazemos muito transporte aeromédico. Reconheço o investimento na tecnologia e apoio na compra de aeronaves com melhores qualificações. Quando estou pilotando sinto uma adrenalina muito forte e o desejo de salvar. Já participei de resgates, operações policiais. Qualquer missão é emocionante e sempre temos vontade de acertar", conta a oficial.

Lívia se formou como policial militar em 2008. Para ser piloto foram necessários estudos teóricos e instruções práticas. Ao todo, dois anos de treinamentos.

A Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) realizou no primeiro semestre deste ano, 963 missões. O número é 15,7% maior quando comparado a igual período do ano anterior. Segundo levantamento estatístico da Coordenadoria, de janeiro a julho de 2016, foram cumpridas 832 missões.

Neste ano, foram 19 atendimentos em acidentes automobilísticos, 24 resgates de pessoas que estavam se afogando, 150 apoio em operações policiais, 22 buscas e localização de pessoas perdidas e 56 remoções aeromédicas. O restante das missões é de tipologia não especificada pela Ciopaer.

O aumento do apoio nas operações policiais se destaca. No primeiro semestre de 2016, as aeronaves estiveram 94 vezes presentes quando se tratou de uma missão envolvendo agentes da Segurança Pública. Assim, em igual período deste ano, o valor aumentou em, aproximadamente, 60%.

Segundo o tenente-coronel Marcus Costa, a estatística de uso das aeronaves varia diariamente. Há dias em que o número de acionamentos chega a cinco. Em outras ocasiões, a Ciopaer se volta aos patrulhamentos em corredores determinados: "dar sensação de segurança para a população é um dos nossos principais objetivos", disse.

Há cinco anos atuando na Coordenadoria, a tenente PM Lívia Marinho, única piloto mulher servidora do Estado, conta já ter participado de muitas missões. Para ela, a evolução da Ciopaer é visível. Como profissional, a tenente destaca o desenvolvimento de outras atividades.

"Antes se restringia muito às operações policiais, hoje fazemos muito transporte aeromédico. Reconheço o investimento na tecnologia e apoio na compra de aeronaves com melhores qualificações. Quando estou pilotando sinto uma adrenalina muito forte e o desejo de salvar. Já participei de resgates, operações policiais. Qualquer missão é emocionante e sempre temos vontade de acertar", conta a oficial.

Lívia se formou como policial militar em 2008. Para ser piloto foram necessários estudos teóricos e instruções práticas. Ao todo, dois anos de treinamentos.

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