Ceará

Casa de ex-gestora do sistema prisional é atacada a tiros de fuzis e metralhadora

Um grupo armado com fuzis e metralhadoras atacou a residência onde moram uma ex-coordenadora do Sistema Penitenciário do Estado do Ceará e um ex-diretor da Penitenciária da Pacatuba, familiar dela. Atualmente, ambos seguem trabalhando como agentes penitenciários.

Imagens de câmeras de segurança captaram o momento do atentado, por volta das 14 horas de ontem. Homens encapuzados e com armas longas chegaram à residência e dispararam tiros de fuzil e metralhadora contra a entrada da casa até que o portão foi abaixo. Os dois agentes penitenciários estavam na residência com familiares. O agente revidou aos disparos e acabou ferido no pé.

Segundo a Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado, pelo menos cinco homens participaram do ataque. O agente ferido foi encaminhado ao Instituto Doutor José Frota (IJF), sem risco de morrer. Ele pediu socorro em áudio de WhatsApp, rapidamente difundido em vários grupos dos quais participam profissionais de segurança.

Ontem à tarde, após o crime, o portão permanecia com várias marcas dos tiros, profissionais do Grupo de Apoio Penitenciário (GAP) estavam no local.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), um veículo Palio branco usado na ação foi abandonado na rua Desembargador Félix Cândido, nas proximidades do local do crime. O carro passará por por perícia.

O presidente da Associação dos Agentes Penitenciários, Valdomiro Barbosa, afirmou que os profissionais da área vivem situação rotineira de ameaça. Conforme conta, profissionais são facilmente reconhecidos pelos presidiários. Familiares de detentos anotam as placas dos veículos para possíveis represálias.

Em 2016, agente penitenciário do GAP, que morava no Bom Jardim foi executado com vários disparos quando voltava da igreja.

Agente penitenciário, que pediu para não ser identificado, relatou ao O POVO que muitos profissionais que trabalham diretamente com o sistema prisional têm optado por sair da Capital e buscar municípios do Interior para morar. A mobilidade é possível diante do esquema de folgas e plantões.

O presidente do sindicato disse que há negociações em curso com a Sejus para que os agentes recebam armas, o que nem todos possuem. No caso do atentado de ontem, Valdomiro Barbosa acredita que, se o agente não estivesse armado e não houvesse reação, poderiam ter havido mortes.

Os nomes das vítimas não são divulgados pelo O POVO para resguardar a segurança dos sobreviventes.

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