Ceará

Cid diz que comprou tatuzões para driblar esquema do Tatu Tênis Clube

Em acordo firmado com o Cade e Ministério Público Federal em São Paulo, a Camargo Correa expôs o funcionamento do fechado clube que dominava o mercado de grandes obras públicas no Brasil. O caso passa pelo Ceará e fornece uma explicação para a criticada compra de quatro máquinas Shield (os famosos tatuzões) feita pelo então governador Cid Gomes.
Em conversa com o Focus.jor, Cid relatou que optou pela compra dos equipamentos para fugir do cerco do clube das cinco grandes empreiteiras. Pelo relato da Camargo Correa, além dela, somente a Odebrecht, OAS e Queiroz Galvão tinham atestação para operar o equipamento. “Se eu fizesse a licitação com o tatuzão incluso, não haveria concorrência e o resultado seria de acordo com o interesse do clube”.
As máquinas tuneladoras são tão importantes nas obras de metrô que o clube das empreiteiras adotou o batismo de Tatu Tênis Clube. O argumento de Cid Gomes havia sido confirmado por um dos dirigentes da Odebrecht. Em abril passado, João Pacífico disse que compra de máquinas tuneladoras  pelo governo Cid Gomes (PDT) frustou interesses da empreiteira no Ceará.
“O metrô, que era uma obra que nos interessava, mas soube pela imprensa que o governador resolveu comprar os Shields, que é o equipamento muito caro e muito específico para túneis, para fazer metrôs. Ele comprou e ia disponibilizar para qualquer empresa que ganhasse a obra”, disse Pacífico. “Com certeza poderia correr sérios riscos”.
 
(Fábio Campos / Focus.jor)

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