Ceará

Para evitar saída de Capitão Wagner, PR lhe dá a direção no Ceará

Capitão Wagner negocia com o PROS a assumir o seu comando no Ceará, mas Lúcio Alcântara quer mantê-lo no PR

O presidente do PR no Ceará, ex-governador Lúcio Alcântara, quer passar o comando do partido ao deputado estadual Capitão Wagner. No entanto, o parlamentar apresentou algumas condições para presidir a legenda, o que ainda aguarda ser avaliado. Ele também dialoga com o PROS. Já o deputado federal Cabo Sabino deve mesmo dirigir o Partido Humanista da Solidariedade (PHS), como o Diário do Nordeste já havia anunciado. 

Lúcio Alcântara esteve, na manhã de ontem, em reunião com Capitão Wagner, em seu gabinete na Assembleia Legislativa, tratando sobre questões políticas e partidárias, dentre elas a entrega do comando do PR estadual ao parlamentar. O republicano até aceita tal investida, mas quer ter o controle, de fato, da agremiação, e não servir de dirigente apenas no papel, segundo disse à reportagem.

A preocupação das lideranças do PR cearense se justifica, pois há um diálogo entre o deputado e lideranças do Partido Republicano da Ordem Social (PROS), legenda da qual ele também poderá ser presidente, caso não haja avanço no PR. Um dos imbróglios na sigla republicana diz respeito ao posicionamento de filiados alinhados com a base do Governo Camilo Santana. 

O caso claro é o da deputada federal Gorete Pereira (PR), que, apesar de não se posicionar de forma explícita como da base do governador, tem atuado nos bastidores da política como aliada da gestão. Esse e outros problemas internos têm gerado a insatisfação de Wagner, que sinaliza deixar os quadros do PR. 

Estrutura
Segundo disse em entrevista, seu prazo para resolver todas as pendências partidárias é até o início de janeiro, quando deve tomar uma decisão em definitivo. Também é nesta data que Wagner espera um posicionamento dos partidos de oposição quanto aos nomes colocados para a disputa em uma coligação para 2018 que contaria, segundo ele, com PSD, PROS, PSDB, PR, SD e PHS. 

"Não vou ficar postergando até as vésperas das eleições, porque a gente não tem estrutura para competir com o Governo e precisamos construir um projeto, e para isso é necessário tempo. Se em janeiro ficar decidido que estarei na chapa majoritária, vou tentar ir atrás do projeto, mas se não, vou para a disputa a deputado federal". 

O parlamentar esteve reunido na terça-feira passada, em Brasília, com o senador Tasso Jereissati (PSDB), o deputado federal Genecias Noronha (SD), o conselheiro em disponibilidade do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Domingos Filho, Lúcio Alcântara e o ex-deputado federal e atual vice-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa (PR). 

No encontro, ficou acertado que a oposição terá uma chapa para a disputa no ano que vem. "Há expectativa de nosso nome estar nessa chapa majoritária. Temos projeto e disposição e acreditamos que nosso nome é viável", disse ele. Nos primeiros dias de janeiro, os partidos se reunirão, mais uma vez, para bater o martelo sobre a corrida eleitoral envolvendo a bancada oposicionista. 

Comunicado
Wagner afirmou que seu aliado na política local, o deputado federal Cabo Sabino, já acertou ingresso no PHS, e isso teria sido feito em encontros realizados com a direção nacional do PHS. O vice-presidente da Assembleia Legislativa, Tin Gomes, que preside a legenda no Ceará, havia dito ao Diário do Nordeste que, caso isso se concretizasse, ele deixaria o partido, o que resultaria num esvaziamento da sigla. 

No entanto, ontem, quando questionado sobre as afirmações de Wagner, o humanista disse que não havia sido comunicado, ressaltando ainda que há uma disputa interna pelo comando nacional, o que poderia prejudicar qualquer discussão em torno de ingresso de novos filiados.

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