Ceará

Plano do Governo do CE quer acelerar economia e criar mais de 500 mil vagas de emprego até 2018

O governador Camilo Santana apresentou nessa sexta-feira (8) um pacote de ações voltado para acelerar o crescimento da economia do Estado. Chamado de "Ceará Veloz", o programa prevê investimentos da ordem de R$ 8,7 bilhões no biênio 2017-2018, podendo gerar 524 mil novos empregos formais e informais. O Governo do Estado estima que as medidas irão injetar uma massa salarial de R$ 2,6 bilhões na economia cearense e um adicional de R$ 1,8 bilhão em tributos como Cofins, ICMS e Imposto de Importação, dentre outros impostos. 

O programa prevê ações em cinco eixos voltados para melhoria do ambiente de negócios: simplificação e desburocratização, com R$ 1,2 bilhão em investimento; infraestrutura econômica (R$ 3,6 bilhões); infraestrutura social (R$ 2,9 bilhões); economia do conhecimento (R$ 843 milhões); e oportunidade de negócios (R$ 3,2 bilhões). "O Ceará Veloz foi construído dentro de alguns eixos para criar um ambiente de negócios favorável para o crescimento econômico do Ceará", disse Camilo. "Vamos criar um sistema que facilite as ações para os empreendimentos aqui no Ceará, para que haja uma infraestrutura econômica que favoreça esse crescimento". 

Durante a apresentação, o governador destacou que as medidas darão oportunidades não apenas para empreendedores cearenses e brasileiros, mas para os investidores internacionais. "Estamos investindo em duplicação de estradas, em energia, em recursos hídricos. Nenhuma empresa vai se instalar no Ceará se não houver a infraestrutura adequada e necessária", disse o governador Camilo Santana. O documento foi assinado pelo governador e pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Beto Studart, durante almoço de confraternização da entidade. A ação conta com parceria com o Sebrae, Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), Conselho Gestor do Fundo de Inovação Tecnológica (Cogefit), Secretaria da Fazenda (Sefaz) e Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Ceará (SDE). O evento contou ainda com as presenças do presidente do Senado, Eunício Oliveira, e dos exgovernadores cearenses Lúcio Alcântara e Adauto Bezerra. 

Medidas
Entre as medidas assinadas pelo governador durante o evento estão a regulamentação do Fundo de Desenvolvimento Industrial do Ceará (FDI), atualizando a política de atração de investimentos para a economia do Estado; a modificação da sistemática de tributação diferenciada relativa ao ICMS incidente sobre as operações e prestações de serviço relacionadas com a construção, instalação e funcionamento do centro de conexões de voos (hub) no Aeroporto Internacional de Fortaleza; e o calendário de ações de inovação do Inovafit, que prevê o lançamento anual de editais de inovação nos dias 25 de maio (Dia da Indústria) e 19 de outubro (Dia da Inovação). 

Também foi assinado o Convênio de Cooperação Técnica e Financeira para promover estudos e pesquisas que viabilizem mapeamento das fontes energéticas, com a consolidação das informações em novo Atlas Eólico e Solar do Estado do Ceará e Termo de Liberação de Recursos que viabiliza o contrato entre Adece e Empresa Atlas Eólico Solar para elaboração do Atlas.

"Algumas ações que desburocratizam a iniciativa privada, nós reformulamos o FDI facilitando e dando mais incentivos às empresas. Outro investimento é para a inovação e tecnologia para a área industrial, Inovafit. Passamos recursos para atualizar o mapa eólico no Estado. E todas as ações focadas com a Fiec", disse Camilo. Em seu pronunciamento, o presidente da Fiec, Beto Studart, ressaltou que, atualmente, o Ceará é um espaço "diferenciado" em comparação com outras unidades da federação. "O Estado é equilibrado financeiramente e nós temos trabalhado com visão de longo prazo", disse. "Esse constante planejamento vai potencializar ainda mais os investimentos estrangeiros que têm chegado ao Ceará, atraídos por essa ambiência favorável. O fato é que os investimentos anunciados abrirão ao Ceará uma nova perspectiva em qualificação, convivência com outras culturas, educação, inovação e tecnologia". O presidente da Fiec também destacou que a parceria firmada com o Governo do Estado favorece o desenvolvimento do Ceará. "É essa abertura para a discussão de soluções em conjunto que anima a sociedade a tomar para si a tarefa de buscar resultados efetivos para nossos problemas, dentro da perspectiva de um amplo acordo social", disse Beto Studart. 

PIB do Ceará
No evento, o governador anunciou o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará no terceiro trimestre deste ano, que registrou crescimento de 2,79%, superando o resultado nacional no período (1,4%). "Isso mostra a velocidade em que nós estamos. Mas ainda existem grandes desafios", disse. "Nós precisamos construir caminhos para o Ceará, com parceria, com diálogo, com uma construção coletiva, porque o que está em jogo não é o governador, não é o presidente da Fiec, não é o presidente do Senado Federal, o que está jogo são 8,6 milhões de cearenses precisam de ações e de políticas para melhorar a qualidade de vida". 

O que eles pensam 

Perspectivas positivas para o próximo ano 
"O governo tem uma agenda de boas notícias na economia cearense. Essa reunião de hoje mostra uma ação que foi estruturada para a recuperação da nossa economia, e que já vem mostrando resultados. Mesmo com essas pressões, nós conseguimos terminar o ano investindo fortemente em educação, tanto a básica como a superior"

Maia Júnior 
Secretário de Planejamento do Ceará 

"O ano de 2017 está se mostrando como era esperado. E a partir do momento em que o governo começou a sinalizar que seriam aprovadas as reformas necessárias, a economia começou a dar um sinal de melhora. Infelizmente, ainda não ocorreu a principal reforma que tem que ser feita que é a da Previdência. E ela saindo vai melhorar para o Brasil"

José do Egito 
Pres. Do Conselho Deliberativo da Abad

"Em 2017, nós tivemos que sair do Ceará por falta de água. Mas a expectativa para 2018 é um pouco mais otimista. A gente acredita que possa chover bem. E tendo água no Castanhão, para abastecer a indústrias, o comércio e a população, sobrando água para agropecuária, a gente tem oportunidade de gerar mais emprego e renda no Ceará" 

Tom Prado 
Coordenador do Grupo Técnico de Fitossanidade da CNA

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