Brasil

Pré-candidata, Manuela D'Avila fala sobre machismo na política: vamos enfrentar

"Sofro disso desde que eu tenho 22 anos. Digamos que sou um 'gato escaldado'", disse a pré-candidata à Presidência pelo PCdoB.

A pré-candidata à Presidência da República e deputada estadual Manuela D'Ávila (PCdoB-RS) comentou sobre o machismo presente na política brasileira. Em entrevista ao Portal da Band, neste domingo (2), a gaúcha disse que o "machismo deve ser enfrentado quando a situação surgir". 

"Existe um machismo muito grande na política brasileira. Hoje dão o nome de violência política contra mulher", explicou. "Mas também tenho muitos anos de mandato, sofro disso desde que eu tenho 22 anos. Digamos que sou um 'gato escaldado'", brincou.

Sobre os comentários preconceituosos que recebe nas redes sociais, Manuela classificou as “brincadeiras” como “manifestações do machismo". 

Entretanto, a gaúcha afirmou que não vai deixar de abordar assuntos feministas durante a campanha eleitoral de 2018. "Vou continuar tratando dos problemas que atingem as mulheres no Brasil. Não são poucos."

Em entrevista ao Canal Livre, a pré-candidata também disse que está preparada para enfrentar o ódio presente nas redes sociais. "Vivi coisas que jamais imaginei que fossem existir. O ódio nas redes também sai para as ruas", falou.

Manuela ainda contou que irá lutar contra os ataques com propostas. "Não tenho medo. O povo brasileiro é melhor que isso.

" Canal Livre O programa vai ao ar na madrugada desta segunda-feira, à 00h30, e será apresentado por Ricardo Boechat. A bancada conta com a participação dos jornalistas Fernando Mitre, Fabio Pannunzio e Julia Duailibi. 

No primeiro bloco, com maior duração, a pré-candidata foi questionada sobre as expectativas para as eleições de 2018 e qual será o papel do partido. Manuela confirmou que a disputa será "para valer mesmo". 

Além disso, a bancada também debateu a presença de Luiz Inácio Lula da Silva como possível pré-candidato pelo PT; a relação entre PCdoB e petistas; o futuro da economia brasileira; a Reforma da Previdência e a ética na política brasileira. 

Já no segundo bloco, a gaúcha explicou o que achava ser "comunista no século XXI", como foi questionada pelos jornalistas. "O mais importante é que nós acreditamos que estamos no nosso país. A direita, por exemplo, acha que pode copiar modelos de outros países", disse. "Acredito que o homem não é lobo do homem. Precisamos de oportunidades iguais". 

No terceiro e último bloco, Manuela foi abordada sobre o ódio presente nas redes e como lidar com isso.

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