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Quem não apoia a reforma quer aumento de imposto, afirma Dyogo Oliveira

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, subiu o tom e afirmou ontem a parlamentares que quem não quer a Reforma da Previdência está dizendo, nas entrelinhas, que quer um aumento de imposto. De acordo com ele, é necessário enfrentar a realidade de que não é possível arcar com essa conta e diz que não é possível acreditar que o "Papai Noel vai prover recursos" para quitar as despesas previdenciárias. 

"Quem está dizendo que não quer Reforma da Previdência está dizendo que quer aumento de imposto", disse, completando: "nós temos duas formas de resolver (o déficit da Previdência). Uma é enfrentar a realidade. E a outra é acreditar que existe Papai Noel e que ele vai prover recursos para todos. Eu não acredito em Papai Noel". 

Ele ressaltou que o discurso de que o governo deve rever todas as desonerações de forma a reforçar as receitas e diminuir a necessidade da reforma tampouco é viável. Ele disse, ainda, que o principal impacto das desonerações hoje é com o Simples Nacional e enfatizou que o Congresso não iria querer ir nessa direção. "É para acabar com o Simples? É isso que os senhores querem?". E afirmou ainda que a reforma não zera o déficit previdenciário, apenas estabiliza o avanço dessa conta. "É só isso o que queremos com essa reforma. O governo vai ter que continuar colocando bilhões de reais por ano". 

'Momento crucial'
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o País entrou em ciclo virtuoso devido às políticas adotadas pelo governo, que levaram uma situação de equilíbrio fiscal e de sustentabilidade da dívida pública no futuro. Segundo ele, porém, a aprovação da reforma da Previdência é fundamental para que essa situação possa se manter 

"Vivemos um momento crucial, decisivo, para os próximos anos. Isso deve ser discutido agora e é importantíssima a participação de toda a sociedade", afirmou, em discurso para empresários no Palácio do Planalto. "A economia cresce, o emprego aumenta, os juros caem, temos uma inflação baixa". 

Meirelles disse estar confiante na aprovação da reforma da Previdência pelo Congresso e pediu apoio dos empresários no trabalho de convencimento sobre o tema. "Estamos todos empenhados e confiantes, sim, não só no trabalho dos congressistas, mas também nos senhores e senhoras em se engajarem fortemente nesse processo", afirmou. 

"O momento é decisivo, importante, e a questão fiscal é fundamental e crucial hoje para as expectativas", afirmou. Ele lembrou que a Grécia teve que cortar as aposentadorias 14 vezes, pois a previdência do país quebrou. "Foi uma tragédia", disse. "A Previdência Social caminha para uma situação que pode levar as contas públicas a uma situação insustentável".

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