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Turquia demite mais de 2.700 com suspeita de ligação com grupos terroristas

Funcionários públicos incluindo soldados, professores e membros de ministérios perderam empregos

A Turquia disse neste domingo, 24, que 2.756 funcionários públicos foram demitidos de seus empregos, incluindo soldados, professores e membros de ministérios, por links com organizações "terroristas".

A medida foi publicada em decreto publicado no Diário Oficial. Cerca de 50 mil pessoas foram presas desde uma tentativa de golpe de Estado em julho do ano passado. Outras 150 mil foram demitidas ou suspensas, incluindo soldados, policiais, professores e servidores públicos, por supostas ligações com o movimento do clérigo Fethullah Gulen, com sede nos Estados Unidos.

O governo acusou Gulen de organizar a tentativa de golpe. Gulen, que viveu no exílio auto-imposto na Pensilvânia desde 1999, negou a acusação e condenou o golpe. Grupos de direitos humanos e alguns aliados ocidentais temem que o presidente Tayyip Erdogan use a tentativa de golpe como pretexto para sufocar dissidências.

O governo argumenta que a repressão é necessária devido à gravidade da tentativa de golpe, no qual 240 pessoas foram mortas.

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