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Governo quer outro nome para Ministério do Trabalho; PTB deve indicar Alex Canziani

Cristiane Brasil não deve tomar posse como ministra do Trabalho, mesmo tendo sido nomeada a pouco mais de um mês. A avaliação, feita de maneira reservada por assessores e auxiliares presidenciais, é de que mesmo que consiga assumir a pasta, a deputada federal continuará a causar desgaste ao presidente Michel Temer.

O inquérito que a investiga por suspeita de associação ao tráfico de drogas durante a campanha eleitoral de 2010 foi remetido à Procuradoria-Geral da República, que dará prosseguimento a ele mesmo que o STF (Supremo Tribunal Federal) permita a posse da parlamentar.

Para a equipe presidencial, as críticas à filha de Jefferson, que antes eram restritas à esfera trabalhista, ganharam mais peso com a revelação da investigação, agravando o impacto político de uma nomeação da parlamentar sobre a imagem do presidente, cujo índice de rejeição já é alto.

Em conversas reservadas, o emedebista tem reconhecido que a situação da deputada federal é difícil, mas pondera que a decisão deve partir do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson. Ele avalia que, às vésperas da votação da reforma previdenciária, não é o momento de melindrar um partido da base aliada. “A indicação é do PTB. É o PTB que tem que, se for o caso, avaliar se quer ou não quer continuar”, disse o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

A aposta do entorno do presidente é de que Jefferson deve acabar cedendo e desistindo da indicação para evitar que a filha seja alvo de novas acusações, que poderão afetar a sua reeleição ao cargo na disputa deste ano. Se o PTB abrir mão da parlamentar, o principal cotado para a pasta é o deputado federal Alex Canziani (PTB-PR).

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