Brasil

Cabral é condenado pela 5ª vez, e penas somam 100 anos


O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (MDB) foi condenado pela quinta vez nesta sexta-feira (2) por lavagem de dinheiro através da compra de joias na H.Stern. Com a condenação de 13 anos e quatro meses de prisão determinada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, as penas contra Cabral chegam a cem anos.
Cabral responde a 21 processos na Justiça Federal. Ele já foi condenado a 87 anos de prisão em quatro ações --uma julgada pelo juiz Sergio Moro, responsável pelos casos da Lava Jato em Curitiba, e as outras por Bretas:
45 anos e dois meses - corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa
Acusado de liderar uma organização criminosa e cobrar 5% propina (taxa de oxigênio) sobre o valor das obras do Estado.
15 anos - lavagem de dinheiro
Acusado de receber propina do empresário Eike Batista.
14 anos e dois meses - corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Acusado de receber propinas nas obras do Comperj (Complexo Petroquímico do Estado do Rio).
13 anos - lavagem de dinheiro
Acusado de lavar dinheiro com a compra de carros e imóveis.
Também foram condenados nesta sexta a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo, além de Carlos Miranda e Luiz Carlos Bezerra, apontados como principais operadores financeiros do exgovernador.
Adriana, em prisão domiciliar desde dezembro, foi condenada a dez anos e oito meses de prisão. É a terceira condenação dela. Suas penas somam 37 anos e 11 meses.
Miranda foi condenado a oito anos e dez meses de prisão e Bezerra, a quatro anos.
Delator na Lava Jato, Miranda negociou em seu acordo pena total de 20 anos em troca de informações com a sentença desta sexta, sua pena chega formalmente a 71 anos de prisão.
Na sentença de hoje, Bretas afirma que fica claro que o ex-governador é o "principal idealizador do audaz esquema de lavagem de dinheiro".
"A magnitude de tal esquema impressiona, sobretudo pela quantidade de dinheiro movimentado. Especificamente no caso dos autos, foram "lavados" mais de quatro milhões de reais em apenas 5 operações de compra de joias", escreve o juiz.

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