Brasil

Ex-dirigente do grupo BRF é preso pela Polícia Federal no Paraná

O ex-presidente do grupo BRF (das marcas Sadia, Perdigão, Batavo e Elegê), Pedro de Andrade Faria foi preso, ontem, pela Polícia Federal. Ele teve mandado de prisão temporária decretado e será transferido para Curitiba.
A empresa, maior processadora de alimentos do Brasil, foi alvo da 3ª fase da Operação Carne Fraca, denominada "Trapaça".
As investigações mostraram que setores de análises do grupo e cinco laboratórios credenciados junto ao Ministério da Agricultura fraudavam resultados de exames em amostras do processo industrial.
O objetivo era diminuir os níveis da bactéria salmonela, que impediriam a exportação dos produtos para mercados externos de controle mais rígido.
A prisão de Pedro Faria foi determinada porque o ex-presidente teria tentado acobertar as fraudes, reveladas na petição inicial da ação trabalhista de uma ex-funcionária do grupo. Quando ciente das acusações, o executivo recomendou ao então vice-presidente, Hélio Rubens Mendes dos Santos Júnior, também alvo de prisão temporária, que tomasse "medidas drásticas" para proteger a empresa.
 Dos Santos Júnior também teve a prisão temporária decretada e foi conduzido à sede da Policia Federal, em São Paulo.
Os investigados poderão responder por falsidade documental, estelionato qualificado e formação de quadrilha ou bando, além de crimes contra a saúde pública. A empresa maquiava os níveis de salmonela. O Ministério da Agricultura paralisou, de forma preventiva, as exportações de carne de frango das três frigoríficos da BRF envolvidas na Operação "Trapaça": Mineiros (GO), Rio Verde (GO) e Carambeí (PR). Em nota, a BRF disse que está colaborando com as investigações para esclarecimento dos fatos.

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