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Lula decide não se entregar em Curitiba, diz jornal

Na manhã desta sexta-feira (6), a decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva era de não ir a Curitiba para se entregar à Polícia Federal. As informações são do jornalista Ricardo Kotscho, que conversou com o líder petista pelo telefone, pela Folha de S.Paulo.
Ontem, após o plenário do Supremo Tribunal Federal rejeitar pedido de habeas corpus apresentado pela defesa, o juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, determinou o início da execução da pena do réu e estabeleceu um prazo de até as 17h (horário de Brasília) desta sexta-feira para a apresentação voluntária à Polícia Federal em Curitiba.
O líder petista foi condenado, em janeiro, por unanimidade pelos desembargadores da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, a 12 anos e 1 mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Na primeira instância, Lula havia sido condenado por Moro a 9 anos e 6 meses de prisão.
A decisão de Moro ocorre antes do fim do prazo para a defesa de Lula apresentar embargos secundários na segunda instância, fixado em 10 de abril. O recurso normalmente é considerado meramente protelatório pelos desembargadores do TRF-4, o que respalda a determinação do cumprimento de pena neste momento.
De acordo com a Folha de S.Paulo, na rápida conversa telefônica desta manhã, Lula disse que estava tranquilo, bem disposto.
A defesa de Lula entrou, nesta sexta-feira, com novo pedido de habeas corpus no STJ (Superior Tribunal de Justiça) para evitar a prisão. Os advogados alegam antecipação da execução da pena antes da publicação do acórdão do julgamento dos embargos de declaração.
Conforme noticia o site do jornal O Globo, aliados dizem que o mais provável é que Lula espere a PF prendê-lo na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, onde deverá ser montado um corredor humano.

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