Ceará

Chefe de facção confessa ter ordenado a execução de filho de vereador de Banabuiú

A Polícia Civil da cidade de Banabuiú conseguiu desvenda a autoria do homicídio de Walef Mendonça de Oliveira, 24 anos, encontrado morto no dia 23 de março, na periferia de Banabuiú, numa cova rasa, com indícios de tortura. Apontado como chefe de uma facção criminosa na cidade, Antônio Cleiton Rodrigues Nobre, vulgo “Cleitinho“, 28 anos, confessou ter sido o mandante do crime.
O trabalho de investigação foi realizado por equipes do Departamento de Polícia do Interior (DPI) Sul e da Polícia Civil de Banabuiú, com apoio do Departamento de Inteligência Policial (DIP). A Policia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar também auxiliaram, a partir da revelação de “Cleitinho”, de ter ordenado também a execução de um mototaxista de Quixadá, supostamente enterrado próximo ao corpo de “Gereba”, como era conhecida a primeira vítima, filho de um vereador da cidade.
As buscas no local, distante cerca de 4Km do Centro de Banabuiú, continuam. O Corpo de Bombeiros está utilizando até cães farejadores na expectativa de encontrar os restos mortais da segunda vítima, que segundo “Cleitinho” recebeu sua sentença de morte por volta do dia 19 de março, em razão de ter estuprado uma mulher e uma criança, no bairro Campo Novo, em Quixadá.
Policiais Civis, militares e do Corpo de Bombeiros vasculharam toda a área onde outros corpos podem estar enterrados. Sobre a morte de “Gereba”, o mandante ainda confessou que foi motivada em razão de ter passado a observar o imóvel no qual, ele, “Cleitinho” vendia drogas, no Centro da cidade. Quando a vítima foi “xeretar” pela terceira vez, na noite de 19 de março, o agarrou. Entretanto foram outros dois comparsas, já identificados, quem levaram o filho do vereador para o matagal, amarraram as suas mãos, o mataram a tiros e enterraram.
A Polícia acredita que outros corpos foram enterrados próximo ao local onde “Gereba” foi encontrado. Nas investigações os policiais civis ainda descobriram que “Cleitinho” foi batizado para ingressar na facção Guardiões do Estado (GDE) após ordenar as duas mortes. Recebeu então o cognome “Irmão Cabeção“. Ele ainda confessou ter ordenado uma terceira execução na cidade, ainda em investigação. Mesmo assim o membro da facção teve a sua prisão preventiva decretada, acrescentou o delegado da Polícia Civil em Banabuiú.

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