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Homens-bomba atacam e matam pelo menos 14 pessoas

Homens-bomba do Estado Islâmico atacaram a comissão eleitoral da capital da Líbia ontem, matando ao menos 14 pessoas. O objetivo foi atrapalhar a votação nacional planejada para o final do ano.
A Líbia enfrenta o caos político desde a queda do regime de Muamar Khadafi em 2011. Duas autoridades disputam o poder: o GNA, reconhecido pela comunidade internacional e com sede em Trípoli, e uma autoridade com base no leste do país, com o apoio do poderoso e polêmico marechal Khalifa Haftar.
Em resposta à crise, a comunidade internacional e a ONU pressionam para a celebração de eleições no país em 2018.
Segundo a agência de notícias do Estado Islâmico, a Amaq, dois homens se infiltraram em um prédio da região central de Trípoli, atiraram contra pessoas no local e quando sua munição acabou, detonaram os explosivos. O Ministério da Saúde sírio disse que o ataque também incendiou o prédio. O fogo foi registrado em gravações de celular, que também mostram fumaça preta e forças de segurança do Estado em meio a um tiroteio.
O Estado Islâmico e outros extremistas islâmicos na Líbia se opõem às eleições democráticas, ao contrário das Nações Unidas e dos apoiadores estrangeiros da Líbia, que pedem o processo eleitoral para este ano ainda, mesmo diante dos problemas de segurança enfrentados. "É uma clara manifestação de tudo o que está errado com a atual narrativa míope de falsa segurança e 'progresso'", disse Hanan Salah, do Observatório de Direitos Humanos (Human Rights Watch). Ela ressaltou o quão difíceis serão as eleições na Líbia, enquanto o país permanece dominado por diversos grupos armados que recorrem a execuções extrajudiciais, confiscam propriedades e são responsáveis por desaparições forçadas, detenções arbitrárias e tortura.
Embaixadas estrangeiras, observadores internacionais e outras instituições condenaram o ataque e acusaram a ação de tentar minar a estabilidade na Líbia, enquanto o país segue rumo às eleições gerais no final do ano. A missão da ONU no local disse que a violência "não irá impedir os líbios de seguir em frente no processo de estabelecimento de uma unidade nacional, do estado de direito e das instituições".

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