Brasil

Marcha da Maconha reúne 50 mil em São Paulo

Cerca de 50 mil pessoas participaram da décima edição da tradicional Marcha da Maconha em São Paulo. Elas desfilaram da Avenida Paulista até a Praça da Sé, em clima de tranquilidade e alegria, sem que a crise nacional tenha interferido na marcha. Além de São Paulo, houve manifestações neste sábado em diversas cidades, como Belém, Belo Horizonte, Salvador e Niterói. No domingo, haverá em Fortaleza. Há passeatas pela legalização do consumo da maconha em mais de 40 cidades do país, que acontecem anualmente entre abril e outubro, em algumas delas há quase 20 anos e fazem parte de um calendário mundial sob o nome de Marcha da Maconha.
Em todas as passeatas no Brasil, a reivindicação é a aprovação do PL 7270/214, de autoria do deputado federal Jean Wyllys (PSOL), que busca a legalização do consumo da maconha (cannabis sativa). Fuma-se cigarros de maconha livremente nessas marchas, sem repressão policial.
"Ousada, autônoma, interseccional, animada, diversa, politizada: vem aí a Marcha da Maconha São Paulo 2018, marcando 10 anos de ocupação das ruas paulistanas pelo fim da guerra às drogas, pela liberdade de nossos presos, em memória de nossos mortos, pelo acesso universal ao medicamento e à recreação; contra a violência policial, contra o machismo, contra o racismo e contra a militarização da vida" - este foi o texto que convocou a manifestação deste ano em São Paulo.
Nos EUA, nove Estados e Washington DC legalizaram a maconha para uso recreativo – sem necessidade de uma prescrição médica – de adultos com idade acima de 21 anos, além de outros 29 estados que legalizaram o uso medicinal da planta. Fora dos Estados Unidos, há uma extensa lista de países que regulamentaram ou tiveram algum avanço em suas leis em relação aos usos medicinal e social da maconha, equiparando a erva a substâncias controladas, como no caso do Uruguai, onde sua comercialização é feita a consumidores habilitados através das farmácias que tem seu fornecimento realizado pelo Estado.

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