Brasil

Supremo Tribunal Federal suspende voto impresso

Por 8 a 2, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem, suspender a implantação do voto impresso nas próximas eleições, atendendo a um pedido de medida cautelar feito pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge.
O uso do voto impresso para as eleições deste ano foi aprovado pelo Congresso Nacional em 2015, na minirreforma eleitoral.
Posicionaram-se contra a implantação do voto impresso os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Marco Aurélio Mello, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia. Para eles, a medida representava um risco ao sigilo do voto e à confiabilidade do processo eleitoral. O relator da ação, ministro Gilmar Mendes, decidiu submeter o pedido de medida cautelar para barrar o voto impresso diretamente ao plenário da Corte.
Na sessão, o relator defendeu a implantação gradual da medida, de acordo com a disponibilidade de recurso e as possibilidades do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Apenas o ministro Dias Toffoli concordou com Gilmar.
 Reação de cearenses
O deputado federal José Airton (PT-CE) não concordou com o posicionamento dos ministros do STF ao declararem o risco de quebra de sigilo. Já na avaliação do também deputado Chico Lopes (PCdoB-CE), o atual sistema de votação tem dado certo e uma mudança em pleno ano eleitoral não seria positiva. "Não dá pra mudar em cima da hora".

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