Ceará

Entrevista de delegado aumenta polêmica sobre denúncias de estupros em Itapajé

Responsável pelas novas investigações, delegado diz que, "a palavra da mãe, por si só, não é determinante para uma absolvição ou uma condenação, assim como a palavra da vítima não deve ser suficiente para uma condenação ou uma absolvição”.
A polêmica em torno das denúncias de crimes de estupro contra crianças e adolescentes na cidade de Itapajé (124Km de Fortaleza) ganhou mais um capítulo após o afastamento do delegado que investigava os casos. Em entrevista a uma emissora de TV, o novo delegado designado para apurar as denúncias de pedofilia minimizou a gravidade dos fatos e alegou que os depoimentos das crianças e das mães, vítimas da violência, seriam “insuficientes” para gerar uma posterior condenação judicial dos acusados.
O delegado de Polícia Civil Levi Louzada, da Delegacia de Combate aos Crimes de Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa), designado para investigar o fato, esteve em Itapajé nos últimos dias. Recebeu a missão de dar continuidade ao trabalho de investigação que estava sendo feito por seu colega André Firmino, exonerado do cargo.
Segundo Louzada, nesta nova fase da investigação, crianças e adolescentes que teriam sido, supostamente, abusadas sexualmente naquela cidade foram ouvidas assim como seus pais, num trabalho que teve, conforme o delegado, o acompanhamento de psicólogos. Mas, conforme Louzada, “a priori, não foi detectada a prática de novos abusos  os procedimentos que nós lavramos”.
O delegado então ressaltou que, “o fato é que a palavra da mãe, por si só, não é determinante para uma absolvição ou uma condenação, assim como a palavra da vítima não deve ser suficiente para uma condenação ou uma absolvição”.
Louzada informou também que fez requisição para a realização de exames de corpo de delito e de constatação de crime sexual, “a fim de que a Perícia Forense nos auxilie da detecção de vestígios de supostos abusos que teriam ocorrido naquela localidade”.
E continuou: “O fato é que após ouvirmos as próprias vítimas e as mães noticiantes dos fatos anteriores, acompanhadas, inclusive, de conselheiros tutelares, não foi detectada essa quantidade de estupros que até então vinha sendo noticiada”.

OUÇA A ENTREVISTA DO DELEGADO DAVI LOUZADA:

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