Sobral

Vacinação contra sarampo e poliomielite pretende imunizar mais de 11 mil crianças em Sobral

Sobral é uma das cidades na lista de prevenção da Secretaria de Saúde do Estado, classificada de alto risco por critérios como alta densidade demográfica e fluxo intenso de pessoas. Campanha de vacinação vai até o final de agosto
O sarampo, erradicado no Brasil desde 2015, volta a ser uma ameaça à saúde e até à vida das crianças. Segundo o mais recente boletim epidemiológico divulgado na quinta-feira, 2, pelo Ministério da Saúde, o País já registra 1.053 casos confirmados de sarampo, nenhum dos quais no Ceará. No entanto, as vigilâncias em saúde a nível municipal e estadual estão atentas ao risco. Em Sobral, a expectativa é vacinar 11.597 crianças de 1 ano a menores de cinco anos na Campanha de Vacinação contra sarampo e poliomielite que começa na próxima segunda-feira, 6, e vai até 31 de agosto. Em todo o País serão 11 milhões de crianças imunizadas. A vacina contra o sarampo usada na campanha é a Tríplice Viral, que protege também contra a rubéola e a caxumba.
A estratégia de imunização é a mais importante em casos de doenças como o sarampo, segundo a Coordenadora de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde do Estado, Daniele Queiroz. Ela explicou que desde 2015, quando a doença foi erradicada no Estado, a Secretaria passou a intensificar a vigilância com uma análise de priorização de municípios para a prevenção de novos casos. Foi definida uma lista de municípios prioritários de alto e muito alto risco de acordo com critérios como alta densidade demográfica com intensos aglomerados urbanos, maior presença de áreas urbanas e fluxo intenso de pessoas em virtude de trabalho ou turismo, por exemplo.
Dentro dessa lista de prevenção está Sobral junto a outros 56 municípios. Destes, segundo Daniele, 48 já foram visitados pela Secretaria de Saúde. Segundo Daniele Queiroz, não se pode dizer que haverá novamente casos da doença no estado. “O objetivo é encontrar territórios prioritários para análise de risco. No entanto, para se ter uma epidemia no Ceará seria necessário que alguém chegasse doente. Desde 2015, não temos nenhum caso da doença”, ressalta.
Em Sobral, o objetivo é vacinar 100% das crianças de 1 ano a menores de 5 anos, segundo a Coordenadora da Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde do município, Francisca Escócio “Trata-se de uma doença totalmente prevenível por vacina. Temos condições favoráveis de prevenção”, ressalta. A volta do risco do sarampo deve-se a um afrouxamento das medidas de prevenção, segundo Escócio, com pais não tendo a devida preocupação de levar os filhos aos postos de saúde.
“A atual geração não conheceu o sarampo, mas é uma doença séria que pode causar problemas de visão, audição, retardo mental e até a morte”, alerta Escócio. O maior risco é a rápida disseminação da doença. A coordenadora lembra ainda que todos os países da América Latina possuem o selo que os identifica como nações livres do sarampo. Se o Brasil perder o título, todos os demais países também serão prejudicados.
Prevenção
No Brasil, a maioria dos casos confirmados de sarampo foram na Região Norte, sendo 742 no Amazonas e 280 em Roraima. Há ainda casos considerados isolados em São Paulo (1), no Rio de Janeiro (14), no Rio Grande do Sul (13), em Rondônia (1) e no Pará (2). Pelo menos 4.470 casos permanecem em investigação no Amazonas e 106 em Roraima, segundo o Ministério da Saúde. “O Ministério da Saúde permanece acompanhando a situação e prestando o apoio necessário ao estado. Cabe esclarecer que as medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, estão sendo realizadas em todos os estados”, informou em nota.
A Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite e Sarampo tem como meta imunizar pelo menos 95% do público-alvo, numa tentativa de reduzir a possibilidade de retorno da pólio e a chamada reemergência do sarampo, doenças já eliminadas no Brasil. Em 2017, dados preliminares apontam que a cobertura no Brasil foi de 85,2% na primeira dose contra o sarampo (tríplice viral) e de 69,9% na segunda dose (tetra viral).
Todas as crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos devem ser levadas aos postos de vacinação, independentemente da situação vacinal. Mesmo as crianças que já foram vacinadas anteriormente devem ser levadas aos postos. Quem estiver com o esquema vacinal incompleto receberá as doses necessárias para atualização e quem estiver com o esquema vacinal completo receberá outro reforço.

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