Brasil

Bolsonaro é esfaqueado em ato de campanha em Juiz de Fora (MG)

deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) foi vítima de um ataque enquanto fazia campanha pela presidência da República em Juiz de Fora (MG). "Jair Bolsonaro sofreu um atentado agora em Juiz de Fora, uma estocada com faca na região do abdômen", informou um de seus filhos, Flavio Bolsonaro, pelo Twitter. "Graças a Deus, foi apenas superficial e ele pesa (sic) bem. Peço que intensifiquem as orações por nós!", escreveu Flavio, que é candidato ao Senado. Segundo a Globo News, contudo, a campanha de Bolsonaro diz que ele passa por uma cirurgia por laparoscopia porque teve o fígado atingido. O hospital ainda não confirmou a informação oficialmente.
De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais, o autor do ataque foi um homem que não teve a identidade confirmada oficialmente. Segundo a assessoria de Bolsonaro, o agressor se trata de Adélio Bispo de Oliveira. Ele foi preso no local em flagrante e levado para a delegacia da Polícia Federal da cidade. Bolsonaro foi levado para a Santa Casa de Juiz de Fora. Não foram confirmados detalhes sobre sua saúde. A Polícia Federal informou por meio de nota que Bolsonaro "contava com a escolta de policiais federais quando foi atingido por uma faca durante um ato público na cidade de Juiz de Fora/MG". "O agressor foi preso em flagrante e conduzido para a Delegacia da PF naquele município. Foi instaurado inquérito policial para apurar as circunstâncias do fato", diz a mensagem.
Vídeos que circulam pelas redes sociais mostram mais de um ângulo do ataque. Pelos registros, é possível ver o momento em que Bolsonaro, que era carregado por apoiadores, contrai o corpo ao ser atingido. Também é possível ver uma lâmina se afastar do corpo do candidato à presidência. Na sequência, o autor da facada é identificado pelos apoiadores do deputado, que o seguram e agridem com murros.
Em sua página do Facebook, Adélio Bispo de Oliveira fazia comentários críticos a Bolsonaro e chegou a elogiar o presidente venezuelano Nicolás Maduro. “Dá nojo só de ouvir (...) dizer que a ditadura deveria ter matado pelos uns 30.000 comunistas”, escreveu Oliveira após postar um vídeo com entrevista do presidenciável do PSL realizada em data desconhecida. Bispo também usava a rede social para criticar o que chama de “direita maçônica”. “Na maçonaria a maior parte dos maçons não passam do terceiro grau, servindo de capachos para os mais graduados, e para lhes satisfazer certas vaidades e serviços exclusos”. Segundo fotos postadas em seu perfil, ele teria ido a ao menos um ato contra o presidente Michel Temer.
Repercussão
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou nota para repudiar o "ato de violência praticado contra o candidato Jair Bolsonaro". "A democracia não comporta esse tipo de situação. A realização das eleições em ambiente saudável depende da serenidade das instituições e militantes políticos. O processo eleitoral não pode ser usado para enfraquecer a democracia", diz na nota Claudio Lamachia, presidente nacional da OAB. "Neste momento, cabe a reflexão a respeito do momento marcado por extremismos, por discursos de ódio e apologia à violência. Tudo isso apenas estimula mais violência, numa situação que prejudica a todos. A OAB acompanha atenta o desdobramento desse fato.
É preciso que todas as forças políticas possam participar do pleito e que os eleitores tenham assegurado o direito à livre escolha", finaliza o presidente da OAB.
Os outros candidatos à presidência se manifestaram sobre o incidente. “Eu repudio todo e qualquer ato de violência. Por isso a violência nunca deve ser estimulada. Eu não estimulo”, disse o senador Alvaro Dias (Podemos-PR). O candidato do Novo, João Amoêdo, disse que "é lamentável e inaceitável o que aconteceu há pouco com o candidato Jair Bolsonaro". "Independentemente de divergências políticas, não é possível aceitar nenhum ato de violência. O Brasil lutou muito para voltar à democracia e a ter eleições limpas e livres. A violência não pode colocar essas conquistas em risco. Que o agressor sofra as devidas punições. Meus votos de melhoras para o candidato", completou.
Atualmente candidato a vice-presidente da chapa do PT à presidência, o ex-prefeito Fernando Haddad publicou em seu perfil no Twitter que repudia "totalmente qualquer ato de violência" e deseja "pronto restabelecimento a Jair Bolsonaro". A ex-ministra Marina Silva (Rede) escreveu que "a violência contra o candidato Jair Bolsonaro é inadmissível e configura um duplo atentado: contra sua integridade física e contra a democracia". "Neste momento difícil que atravessa o Brasil, é preciso zelar com rigor pela defesa da vida humana e pela defesa da vida democrática e institucional do nosso País. Este atentado deve ser investigado e punido com todo rigor. A sociedade deve refutar energicamente qualquer uso da violência como manifestação política", completa Marina.

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