Brasil

Favorito, Haddad não pretende bater em ninguém

O efeito-Haddad já começa a reorganizar o cenário eleitoral e o comportamento dos candidatos. Momentos antes de o ministro da educação ser oficializado como candidato do PT à Presidência, Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB) já partiram para o ataque contra o petista. Os números que intimidam seus concorrentes diretos são aqueles apresentados pela pesquisa Datafolha: 33% do eleitorado dizem que votarão em Haddad com certeza e 16% dizem que 'poderão' votar - o que dá a soma de 49% de intenção de voto. Como virtual líder das pequisas, Haddad já entra na campanha como alvo preferencial dos pretendentes a irem ao segundo turno com ele.
Os primeiros sinais da campanha de Haddad indicam que ele não irá bater boca com os adversários e irá concentra a campanha no confronto com os efeitos desastrosos do governo Temer sobre o povo e na reivindicação do "tempo do Lula" para o país.
Segundo reportagem do jornal O Globo "o agora candidato do PT tem uma motivação extra para poupar Ciro: seus eleitores podem ser fundamentais em um eventual segundo turno de Haddad contra Jair Bolsonaro (PSL). Pessoas próximas dizem que a disposição é deixar Ciro 'falando sozinho'."
Ciro Gomes, por sua vez, disparou a habitual metralhadora verbal giratória, tão logo Haddad tenha recebido a unção de Lula: "fui convidado a exercer esse papelão aí, de candidato a vice de araque para amanhã ser escolhido, na frustração do povo, pela não candidatura do Lula. Não é assim que se constrói uma liderança para um país."
Alckmin, o candidato a presidente mais fraco da história do PSDB, foi na mesma linha: "parou a enganação. É inacreditável o que o PT fez esse tempo todo sabendo que o Lula não seria candidato, e com dois objetivos: o primeiro é vitimização, e o segundo, proteger o Haddad — afirmou Alckmin ontem em São Paulo".

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