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Com vitória de Haddad ou Bolsonaro, nós estaremos na oposição, diz Marina

Oitava colocada no primeiro turno, a candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, fez o seu primeiro discurso após a derrota deste domingo (7). Fora do segundo turno, ela preferiu não declarar apoio a Jair Bolsonaro (PSL) ou Fernando Haddad (PT) e se colocou como oposição.
"Independentemente de quem seja o vencedor, nós estaremos na oposição. O Brasil vai precisar de uma oposição democrática. Isso ainda é uma discussão que será feita, não temos qualquer identificação com os dois projetos. Ainda vamos fazer uma avaliação, mas não trato os votos que me foram dados como capital", afirmou Marina Silva.
Em 2014, a candidata recebeu mais de 22 milhões de votos e ficou na terceira posição - na ocasião Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) disputaram o segundo turno. Nesta eleição, Marina recebeu pouco mais de 1 milhão dos votos com 98% das urnas apuradas.
"Cumprimento Haddad e Bolsonaro, e os demais que participaram do processo político. Estamos aqui para dialogar com o povo brasileiro, cada vez mais aumenta o senso de responsabilidade. Não podemos ficar reféns da polarização por tudo de mal que ela já causou, e pelo enfraquecimento que traz à nossa democracia. Precisamos ir para o caminho da escolha e não para a velha lógica da opção", explicou.
"Essa campanha apresentou propostas para saúde, educação, combate à corrupção, controle do gasto público. Infelizmente uma realidade marcada cada vez mais pela velha polarização, que agora tornou-se tóxica. Os candidatos que estavam fora desses polos tóxicos acabaram sofrendo um esvaziamento em função da pregação do voto útil", completou a candidata. 
"A velha polarização se tornou tóxica nessa campanha. Em uma democracia, a escolha é livre", disse.
Marina também afirmou que ligou para os dois candidatos que passaram para o 2º turno para cumprimentá-los. Ela afirmou que falou com Haddad e com a mulher de Bolsonaro, mas sem demonstrar qualquer disposição em garantir apoio a um deles.
Apesar da derrota, Marina comemorou a eleição de cinco senadores do partido. São eles Flávio Arns (PR), Capitão Styvenson (RN), Contarato (ES), Randolfe Rodrigues (AP) e Delegado Alessandro (SE).
Questionada sobre a perda expressiva de votos, ela afirmou que não trata esse tema como perda de capital política. Ela ainda afirmou que o debate sobre voto útil foi prejudicial às campanhas dos demais candidatos. "Essa foi uma eleição marcada pelo que se queria evitar e não pelo que se queria fortalecer e promover", disse.

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