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País terá populista estridente e Trump do Brasil, diz mídia estrangeira

Jornais de diversos países davam destaque ao resultado das eleições presidenciais do Brasil na noite deste domingo (28), após Jair Bolsonaro (PSL) ser eleito no segundo turno.
O jornal norte-americano "The New York Times" disse que o Brasil elegeu um "populista estridente de extrema-direita", e que Bolsonaro venceu "tocando em um profundo ressentimento com o status quo em um país assolado por criminalidade em alta e dois anos de turbulência econômica".
O principal jornal dos EUA também disse que o deputado federal já "exaltou a ditadura militar, defendeu a tortura e ameaçou destruir, prender ou exilar seus adversários políticos".
Em destaque no site da rede CNN, Bolsonaro foi chamado de candidato de "extrema-direita" e "Trump brasileiro": "Vitória do 'Trump do Brasil' encerra uma campanha violenta e polarizada", dizia o site da emissora.
A reportagem dizia que o presidente eleito gerou controvérsia por causa dos seus comentários "misóginos, racistas e homofóbicos" e também já foi comparado ao presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte.
Ele também foi caracterizado como de extrema-direita pelo jornal The Washington Post, que noticiou a vitória do deputado federal dizendo que ela marca "a mais dramática guinada do gigante da América Latina à direita desde o fim da era de ditaduras militares da Guerra Fria".
Para o jornal, Bolsonaro "demonizou oponentes e polarizou a nação com seu histórico de ofensas a mulheres, gays e minorias". O diário também destacou o histórico nacionalista do deputado, dizendo que ele "abraçou o livre mercado" durante a campanha eleitoral.
O resultado das eleições brasileiras também foi destaque na imprensa argentina.
O jornal "La Nacion" cobriu em tempo real a votação e destacou a vitória de Bolsonaro no que chamou de "uma das eleições mais polarizadas da história"brasileira.
Segundo a reportagem, o país teve que escolher entre "dois perfis antagônicos": "Jair Bolsonaro, o ex-militar de extrema-direita que quer armar a população" e que defende a ditadura, e "Fernando Haddad, o substituto do esquerdista [Luiz Inácio] Lula da Silva".
Em outro texto, a publicação destacou um "novo eixo Trump-Bolsonaro" que começaria a se consolidar na América Latina a partir da eleição do "ultradireitista" Bolsonaro. A publicação diz que há uma guinada de uma década de líderes populistas e de esquerda para novas lideranças, à direita e neoliberais.
O também argentino "Clarín" destacou a vitória de Bolsonaro em quase todos os estados do país e o discurso do presidente eleito, dado pouco após a confirmação dos resultados, em que prometeu mudança e respeito à Constituição.

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