Brasil

Siglas evitam apoiar Bolsonaro e Haddad e adotam neutralidade

Os presidenciáveis do PSL e do PT estão tendo dificuldades para fechar alianças para o segundo turno. Ontem, PSDB, PP e Novo decidiram se manter neutros na disputa entre direita e esquerda
O PSDB e o PP, da coligação do governo de Michel Temer, se declararam neutros para o segundo turno da eleição presidencial entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).
"O PSDB decidiu liberar os seus militantes e seus líderes para que decidam de acordo com a sua consciência em uma posição coerente. Não apoiaremos nem o PT, nem o candidato Bolsonaro", disse, ontem, o ex-candidato à Presidência Geraldo Alckmin, que obteve no primeiro turno 4,76% dos votos contra 46% para Bolsonaro e 29% para Haddad. "O partido não apoia nem um, nem outro (...) O eleitor é que vai escolher", reforçou o ex-governador de São Paulo ao final de uma reunião da direção do PSDB em Brasília. O ex-presidente FHC, um dos fundadores do partido, não esteve presente no encontro. Na véspera, ele disse que nenhum dos dois candidatos lhe agrada, mas que Bolsonaro está fora de questão.
No entanto, o candidato tucano ao governo de São Paulo, João Doria, declarou apoio a Bolsonaro, por considerar que o PT de Haddad assaltou o Brasil durante os governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e Dilma Rousseff (2011-2016).
Consultado sobre as declarações do candidato a sucedê-lo, Alckmin disse que as divergências são normais e evitou fazer comentários. Também declararam neutralidade o PP e o partido Novo, do candidato João Amoêdo.
"O Progressistas adotará uma postura de absoluta isenção e neutralidade no segundo turno das eleições presidenciais. Faz convicto de que essa é a melhor contribuição que pode oferecer ao debate", informou o partido em nota.
O PP, aliado de todos os últimos governos, de esquerda ou de direita, é um dos partidos mais atingidos pela Operação Lava-Jato. No primeiro turno deste ano, ficou como a terceira maior bancada da Câmara, com 37 deputados, frente aos 54 na legislatura anterior.
Atualmente está dividido. A senadora Ana Amélia Lemos, que foi candidata à vice-presidência na chapa de Alckmin, pediu votos para Bolsonaro, assim como o PP no Rio Grande do Sul. Já o Novo, de Amoêdo (2,50% dos votos), deixou claro que vê o PT como seu principal adversário, apesar da declarada neutralidade. "Somos absolutamente contrários ao PT, que tem ideias e práticas opostas às nossas", afirmou.
Mais cedo, o PSB, que conquistou dois governos, anunciou seu apoio a Haddad e propôs ao PT a formação de uma "frente democrática" a fim de impedir a chegada ao poder de um admirador da ditadura militar". Somou-se, assim, ao Guilherme Boulos, (PSOL). O apoio mais expressivo a Haddad deverá vir, no entanto, de Ciro (PDT). Marina (Rede) afirmou no domingo que fará oposição a qualquer um que seja eleito presidente, mas seu partido discute sua posição.
Já o DEM e o Solidariedade pretendem fazer hoje anúncio, embora, haja maiorias opostas nessas legendas. Como o DEM faz oposição ao PT, a tendência é que a maior parte dos filiados siga em campanha por Bolsonaro. O PRB, que tem vínculos com a Igreja Universal, já declarou voto em Bolsonaro.

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