Ceará

XI Evangelizar é Preciso. Relatos de fé entre a multidão

A organização calcula que o evento tenha reunido mais de uma milhão de pessoas ontem no aterro da Praia de Iracema. Fiéis de várias cidades do Nordeste chegaram em caravana
A passos apressados, a reportagem do O POVO encontrou Marina Barreto, dentista. Pela primeira vez, ela se juntou à multidão que acompanha o Evangelizar é Preciso Fortaleza, evento que realizou ontem, 20, sua 11ª edição no aterro da Praia de Iracema. Com o tema "As Muralhas vão Cair", o dia religioso com o padre Reginaldo Manzotti reuniu mais de um milhão de pessoas, segundo a organização.
Entre as milhares de intenções da missa presidida por dom Rosalvo Cordeiro, bispo auxiliar da Arquidiocese de Fortaleza, no cair da tarde, Marina estava lá para agradecer a saúde de sua enteada.
Após a celebração, houve adoração ao Santíssimo Sacramento com o padre Manzotti. No mar de gente que tentava acenar ao pároco ou gravar um momento do religioso no celular, Laura de Freitas, 42, completava mais uma missão, conta. A atleta cadeirante participa do Evangelizar desde a primeira edição. Como nos anos anteriores, chegou cedo, ao meio-dia, quando a programação teve início no aterro, para ter acesso à visão do palco. "O compromisso com a fé me traz todos os anos", celebrou.
Próximo à Laura, Maria de Fátima, de 64 anos, alimentava o mesmo sentimento. A costureira chegou um dia antes, às 22 horas da sexta, para "assistir à missa assim, de frente e braços abertos", desde a primeira edição do Evangelizar Fortaleza. "A fé em Deus faz com que a gente se sinta melhor", declarou. Na intenção da mãe, avô e bisavô, a fiel pedia um emprego para um dos filhos e uma graça para a saúde do outro.
Concentrada, Lucivane da Silva, 49, estava ajoelhada. A auxiliar de farmácia participa do evento com o padre Manzotti desde a quarta edição. No ano seguinte, se ofereceu como voluntária. "O que me traz é servir. Uma das minhas maiores satisfações é esta, de poder comungar a fé em Deus e levar alegria às pessoas", disse.
Distante do palco, Mauro Sérgio Soares, 45, se perdia no mar de gente. O pedreiro, que é de Caucaia, chegou às 9 horas. Em suas orações, ele conta, "a busca pela paz e por um Brasil melhor".
Fiéis
Com público vindo de todo o Nordeste, o grupo das Santas Chagas, de Limoeiro do Norte, chegou um dia antes do evento, para celebrar a fé e o encontro com o padre Reginaldo Manzotti em Fortaleza.

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