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Homem invade catedral durante missa, mata quatro pessoas e tira própria vida

Um homem invadiu a Catedral Metropolitana de Campinas, em São Paulo, durante uma missa, matou quatro pessoas e depois se suicidou. Mais quatro pessoas ainda foram feridas.
De acordo com os Bombeiros, o homem entrou na catedral com uma pistola e um revólver calibre 38. Ele atirou nas pessoas presentes e depois foi até a frente do altar e tirou a própria vida.
"Nove vítimas no total, cinco óbitos aqui e quatro vítimas socorridas pelas viaturas. As vítimas não foram identificadas ainda. Socorremos quem poderia ser socorrido e investimos em quem nós achamos que poderia retornar do quadro grave [...] O que chegou para a gente é que as pessoas estão estáveis nos hospitais. Não temos informação sobre motivação e sobre quem são as vítimas", explica o bombeiro Alexandre Monteiro.
Na hora do ataque houve corre-corre no centro da cidade, principalmente na rua 13 de Maio, uma das mais movimentadas do comércio local. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) socorreu os feridos para hospitais da cidade. Uma mulher de 65 anos teve ferimentos na região da cervical e foi levada ao Hospital Mário Gatti. Outra, de 40 anos, foi levada para o Hospital das Clínicas da Unicamp. Uma terceira vítima, em estado grave, foi socorrida para uma unidade que não foi divulgada. Também não há informação de para onde foi levado o quatro ferido.
"A maioria idosos, pessoas inocentes, e ele [suspeito] acabou disparando contra todas essas pessoas. A cena é desesperadora, uma tragédia muito grande", afirma o guarda Alexande Moraes.
Uma funcionária da catedral, Terezinha Pereira dos Reis, contou ao R7 que os tiros foram no final de uma missa. “Estava saindo apara almoçar e escutei muitos tiros”, conta. “O pessoal estava cantando e algumas pessoas ainda estavam dentro da catedral”, acrescenta. A Arquidiocese de Campinas divulgou uma nota lamentando o crime. "A Catedral segue fechada para atendimento das vítimas e a investigação da Polícia. Assim que dispusermos de mais informações, as disponibilizaremos. Contamos com as orações de todos neste momento de profunda dor".
O guarda municipal Alexandre Moraes diz que chegou ao suspeito ainda com vida, mas que ele logo morreu. "A visão que eu tive é a de que era uma pessoa ensandecida e que resolveu tirar a vida de outras pessoas, inocentes. Cheguei e ele estava praticamente morto", contou ao Uol.
O secretário de Segurança Pública de Campinas, Luiz Augusto Baggio, disse que o homem já chegou disparando.
"A intenção era atirar. Ele já atirou 'fatalizando' as pessoas. Não tinha nenhum motivo específico que não fosse a loucura dele", acredita Baggio.
Já o delegado Hamilton Caviola Filho, da 1ª Delegacia, disse que o atirador ainda sentou durante a missa. "Ele não chegou atirando. Ele estava sentado, parado e quando se levantou começou a atirar nas pessoas", afirma.
Em nota, a Prefeitura de Campinas informou que mobilizou prontamente o Samu, a Rede Mário Gatti, a Guarda Municipal e a Emdec para atender às vítimas do ataque ocorrido na Catedral Metropolitana de Campinas. No texto, a Prefeitura disse que a prioridade no momento é dar total atenção aos feridos e às famílias das vítimas.
Em entrevista à rádio Bandeirantes, o prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB) disse que deve decretar luto de três dias.
Testemunhas ouviram vários disparos
A gerente de uma loja de alianças que fica perto da catedral ouviu o barulho dos disparos e se assustou. "Ouvimos muitos tiros, mais de 20. Ouvi, mas não estava entendendo. Só fui entender quando as pessoas entraram correndo e gritando dentro da loja", disse Patrícia Silvério, de 40 anos.
"Vi um senhor, todo ensanguentado, correndo, até que uma ambulância o segurou." Segundo ela, várias lojas das redondezas fecharam as portas e uma faixa amarela faz o isolamento do local
Pedro Rodrigues estava dentro da Catedral e viu quando o atirador entrou na igreja e fez os disparos. "Era hora do almoço e fazia uns 5 minutos que a missa tinha acabado. Ele chegou com a arma em punho e saiu atirando. Sempre pensei que a igreja era um lugar seguro", disse Rodrigues.
Correio 24 horas

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