Ceará

Julgamento de réus por abuso de criança em Itapajé terá segunda fase em janeiro do próximo ano

A audiência de instrução e julgamento dos dois réus acusados de abusar sexualmente, em maio deste ano, de um menino de seis anos de idade nas dependências da escola Patronato São José, em Itapajé, na região Norte do Estado, ouviu, nesse primeiro momento, as testemunhas de acusação.
A audiência foi presidida pelo juiz Francisco Marcelo Alves, que responde pela Comarca de Itapajé. Também estiveram presentes no Fórum Desembargador Virgílio Firmeza, nessa terça-feira (4), a promotora de Justiça Valeska Catunda, o assistente da acusação, Jarbas Alves, que também é advogado da vítima, testemunhas arroladas e os réus.
Os presos José Gomes Ferreira (40) e Leôncio Alves de Sousa (45), ex-zeladores da escola, chegaram ao Fórum, por volta das 12h40, sob escolta policial, trazidos do Centro de Triagem e Observação, em Aquiraz (CTOC), onde permanecem presos desde a época do crime.
Julgamento
Das 8 testemunhas de acusação arroladas, nesse primeiro momento, o delegado André Firmino, que esteve à frente das investigações, e foi transferido para outra região meses depois da prisão dos réus, foi o único que não compareceu, alegando questões pessoais. “Como o delegado André Firmino foi o titular da delegacia à época, ele vai confirmar que a confissão de um dos réus ocorreu de maneira espontânea, o que contraria a defesa, que afirma que um dos presos, que confessou o crime, foi coagido para tal”, disse o advogado Jarbas Alves.
A nova audiência foi marcada para o dia 22 de janeiro do próximo ano, quando serão ouvidos o delegado, as testemunhas de defesa e os réus. “ A expectativa, é que nesse dia tenhamos finalmente o julgamento e a condenação dos dois”, explica Jarbas Alves.
Investigação
Segundo as investigações, os dois homens já tinham passagem pela Polícia e, ao serem presos, apenas José Gomes confessou os abusos contra o menor. A Polícia Civil constatou que o menino foi vítima dos dois homens durante o período em que deveria estar em sala de aula. O crime foi descoberto no dia 29 de maio, quando a vítima, ao chegar da escola, reclamou à mãe que sentia fortes dores, mas omitiu o que havia ocorrido com ele. Preocupados, os pais procuraram o Conselho Tutelar, que levou o caso à Delegacia, dando início às investigações.

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