Ceará

Com ameaça de rompimento, parede do Açude Granjeiro é reforçada com sacos de areia

O Açude Granjeiro se localiza entre os municípios de Ubajara e Ibiapina, na Serra da Ibiapaba. A estrutura, que é de propriedade particular, estava com risco de rompimento. Uma força tarefa foi montada entre a Defesa Civil do Estado, a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Poder Público Municipal, com apoio da população, para conter a água.
Contenção
A iniciativa reuniu mais de cem pessoas, nesta quinta-feira (14). Cerca de 12 mil sacos de areia têm sido utilizados como medida emergencial para diminuir os riscos de desabamento de parte do reservatório. Com o grande volume de chuvas na região, na última semana, a medida tem ajudado a minimizar os impactos de um desabamento iminente, o que poderia causar o alagamento de várias localidades de Ubajara, onde moram mais de três mil pessoas.
Perigo
Segundo Renê Vasconcelos, prefeito de Ubajara, “essa barragem fica no Jaburu, principal rio de abastecimento das comunidades de Ubajara. Por meio de um vídeo que corria nas redes sociais, eu tomei conhecimento do fato e, de imediato, liguei para a coordenação da Defesa Civil do Estado e para o secretário da Casa Civil, que entraram em contato com a ANA e a Defesa Civil Nacional. No outro dia iniciamos o trabalho de contenção da fenda, no meio da parede do açude. Em um monitoramento a olho nu percebemos que, em um dia, com o vento, as ondas e a chuva, a parede poderia arrombar”, reforçou o prefeito.
Ação emergencial
O Açude tem capacidade estimada em 2, 9 milhões de m³. Ainda, segundo Renê Vasconcelos, “nossa estimativa é de que 3,2 mil pessoas nas comunidades circunvizinhas, em menos de 3 minutos, em caso de arrombamento, seriam atingidas pela água, com grande velocidade e ondas de cerca de três metros. Após essa ação emergencial iremos para a segunda fase de restauro total da parede do açude”, explicou. O prefeito informou, ainda, que, “depois dos riscos minimizados, iremos elaborar um plano de total segurança do Açude”, garantiu.
Riscos
Segundo o coordenador de Fiscalização em Segurança de Barragens da Agência Nacional das Águas, Josimar Alves, “nos deslocamos de Brasília, por conta da denúncia no final de semana. A situação apresentava risco sério de rompimento. Essa barragem é fiscalizada pela ANA, onde atuamos desde 2011, quando foi feito seu primeiro levantamento. Em 2013 tivemos um problema sério de rompimento, que foi corrigido, mas voltou a acontecer. Em relação ao que a gente encontrou quando chegamos aqui, atuamos nos pontos principais com a colocação de sacos de areia, com ajuda da população. O risco agora é baixo, apesar disso, seguiremos controlando a situação”, afirmou o coordenador.

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